Regulamento

01. Formato:
02. Tempo de bateria e regras gerais de competição:
03. Máximo de ondas:
04. Soma das ondas:
05. Empates:
06. Interferências:
07. Direito de passagem em baterias de 4 surfistas e quando não houver prioridade
      em baterias de 2 surfistas:
08. Direito de passagem em baterias homem x homem:
09. Critério de escolha de direito de passagem:
10. Regra de prioridade:
11. Snaking:
12. Interferência de remada:
13. Penalidade de interferência:
14. Julgamento:
15. Pessoal sugerido para os eventos:
16. Equipamentos e serviços sugeridos para os eventos:


1. Formato:
A - Nas baterias de quatro surfistas, 50% dos competidores avançam para a fase seguinte. Nas repescagens ou em situações extremas poderão ser classificados de 1 a 3 atletas por bateria.
B - Baterias de seis atletas poderão acontecer em situações extremas de surf somente no primeiro round da triagem. Topo


2. Tempo de bateria e regras gerais de competição:
A - O tempo mínimo de bateria das primeiras fases das triagens será de 20 minutos, podendo sofrer alterações de acordo com as condições do mar, tanto para menos quanto para mais. O tempo poderá ser entre 20 e 30 minutos. Deve-se fazer um esforço para que no mínimo, as duas últimas fases das triagens sejam de 25 minutos;
B - O tempo mínimo para as baterias do Evento Principal deverá ser de 25 minutos, podendo ser alterado de acordo com as condições do mar. Esta mesma regra se estende para as semifinais e finais, que poderão ser de 30 minutos.
C - As baterias deverão ter seu tempo marcado através de um cronômetro eletrônico e nunca por um relógio analógico;
D - A duração oficial das baterias deve ser determinada pelo Head Judge e pelo Diretor de Prova;
E - Todas as baterias deverão começar em frente da área do palanque ou no "outside", ou os surfistas poderão iniciá-la na praia, mediante orientação do locutor e/ou do Beach Marshall, quando for o caso.
F - Deverá ser usada uma sirene para iniciar e terminar as baterias. Um toque para iniciar e dois toques para terminar.
G - Deverá ser usado um sistema de placas de tempo com dimensão mínima de 1 metro quadrado. Verde para começar a bateria e amarela para indicar os seus cinco minutos finais.
H - O locutor deverá fazer uma contagem regressiva aos cinco segundos do final da bateria. Ao atingir "zero" a mesma encerrar-se-á imediatamente, a placa amarela será abaixada e não deverá aparecer nenhuma placa. O final da bateria ocorrerá no primeiro sinal da sirene.
I - O surfista poderá descer uma onda na área de competição antes do início de sua bateria, não sendo computada esta onda;
J - No caso de um surfista pegar uma onda após o início da bateria seguinte ou anterior à sua, receberá multa no valor de R$100,00 por cada onda surfada. Não será computada interferência nesse caso;
K - Ao final da bateria, o surfista deverá estar claramente com a posse da onda, fazendo um movimento para levantar-se e com as mãos já tendo deixado as bordas de prancha, para que a onda seja contada;
L - Sob nenhuma circunstância haverá prorrogação de tempo, uma vez iniciada a bateria. Se a mesma for interrompida por qualquer razão, esta deverá iniciar-se no tempo exato em que foi interrompida até o final pré-estabelecido. Exceção será possível se a bateria, ao ser interrompida, estiver sem vantagem para nenhum dos competidores, e pela condição do mar, tornar-se impossível manter-se a mesma escala de notas;
M - O Diretor de Prova e o Tour Manager são as únicas pessoas que poderão dar informações oficiais sobre horários e formação das baterias. Se por acaso alguém, que não eles, passar informações erradas que causem a perda de uma bateria a algum atleta, não será responsabilidade do evento e nem da ABRASP, ficando o atleta sem condições de protestar.
N - No caso da ausência de um competidor no Evento Principal, após o mesmo já ter sido iniciado, a reclassificação não ocorrerá e a bateria será disputada apenas por três surfistas. O atleta ausente terá direito à sua premiação em dinheiro e aos pontos relativos à sua colocação desde que tenha uma justificativa plausível. O atleta pré-classificado que não comparecer à sua bateria, só terá direito à premiação e aos pontos que fizer jus, caso faça o "check in" com o Beach Marshall antes da bateria e que também tenha uma justificativa convincente para o não comparecimento.
O - No caso em que as condições do mar não apresentem o tamanho mínimo exigido de 50cm, o campeonato deverá ser realizado em um outro lugar que ofereça condições, ou transferido para outro horário ou para outro dia. No caso do campeonato ser oficialmente cancelado após o início do Evento Principal, os pontos e os prêmios disponíveis deverão ser divididos entre os atletas que estiverem classificados para o respectivo round.
P - Deverá ser incluído nas relações de baterias, na divulgação dos resultados e nos "releases" para a Imprensa, o nome dos patrocinadores dos atletas inscritos nos eventos, desde que fornecidos por eles no ato da inscrição.
Q - Somente nos eventos do ABRASP Super Tour 2001 sancionados, os resultados polêmicos, exclusivamente referentes a interferências poderão voltar atrás, desde que seja comprovado o erro através de um vídeo que o atleta deverá apresentar ao Head Judge com até, no máximo, 30 minutos após o término de sua bateria. A decisão final será do Head Judge em conjunto com o representante da ABRASP presente ao evento. Esta regra não se aplica a eventos do ASP WQS Tour.
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3. Máximo de ondas:
A - Haverá um máximo de 15 ondas por bateria para cada competidor, quando forem computadas as 3 ou 4 melhores ondas, com exceção das finais, onde poderão ser surfadas até 20 ondas. O competidor deverá ser informado quando completar sua 13ª onda - e nas finais, quando surfar sua 18ª onda. Se surfar mais de 15 - ou 20 nas finais - ondas, respectivamente, no tempo limite da bateria será penalizado com uma multa de R$ 50 por onda surfada além do limite estabelecido. Além disso, aquele que permanecer na água após a sua 15a (ou 20a) onda, será penalizado com uma interferência nos casos em que:
   I) - Desça qualquer onda extra que atrapalhe outro competidor;
   II) - Interfira em qualquer competidor remando ou colocando-se no outside.
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4. Soma das ondas:
A - A soma nas baterias do Evento Principal e nas Triagens são iguais. No caso, a maior e a menor nota dada pelos juizes a cada onda, são eliminadas, somando-se as duas notas intermediárias. Ao final da bateria, as 3 ou 4 melhores pontuações de cada surfista serão destacadas e somadas. O surfista que obtiver o maior número de pontos será o vencedor.
B - Nas finais deverão ser somadas as 3 ou 4 melhores pontuações, de acordo com as condições do mar.
C - Em condições extremas de surf poderão ser destacadas as 2 ou 3 melhores ondas / pontuações ao invés das 4 melhores. Esta decisão ficará a cargo do Head Judge da ABRASP em consulta ao Diretor de Prova.
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5. Empates:
A - Nas baterias do Evento Principal e Triagens deverão ser somadas apenas as 3 e/ou 4 melhores pontuações. Permanecendo o empate, somam-se as 2 melhores e depois a melhor nota. Se permanecer o empate, passa-se a somar as 5 melhores pontuações, até o desempate.
B - Somente baterias sem condições de desempate irão à água novamente, mediante a autorização do Diretor de Prova.
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6. Interferências:
A - O surfista que estiver na parte interna da onda tem o direito incondicional de surfá-la por toda sua extensão. A interferência será caracterizada se durante o seu trajeto a maioria dos juizes entender que um outro competidor lesou o potencial de pontos que o surfista que tinha a posse da onda poderia obter.
B - Qualquer competidor que se levantar à frente do surfista que estiver com a posse, tem a chance de sair da onda sem estar cometendo interferência a não ser que: ele lese o potencial de pontos a ser atingido pelo surfista mais próximo do pico da onda, incluindo no caso: pressão excessiva na remada, segurar a cordinha, ou mesmo quebrar uma sessão da onda.
C - No caso de ter cometido duas interferências em uma mesma bateria, o surfista infrator deverá sair da água imediatamente após ser informado que cometeu a sua segunda interferência, ou receberá uma multa de R$100,00 a R$500,00.
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7. Direito de passagem em baterias de 4 surfistas e quando não houver prioridade em baterias de 2 surfistas:
A posse da onda ou direito de passagem, vai variar de acordo com os tipos de mar a serem citados a seguir e onde estiver ocorrendo a competição. É responsabilidade dos juizes e do head judge determinar quem tem a posse ou direito de passagem, baseado na formação da onda. Se é mais uma esquerda ou uma direita. Se na entrada da onda não for possível determinar o seu lado predominante, o direito de passagem será do surfista que primeiro fizer uma virada definida para a direção que escolher.

I) POINT BREAK
Quando existir apenas uma direção disponível, o surfista na parte interna terá sempre o direito de surfá-la por toda sua extensão.

II) UM PICO (Fundo de areia, pedra ou coral)
Onde houver um pico bem definido, com direitas e esquerdas disponíveis, o surfista que estiver mais próximo do centro do pico da onda terá direito incondicional de surfá-la durante a sua extensão na direção que escolher (cavando para a direita ou para a esquerda). Um segundo surfista poderá ir na mesma onda, sem estar cometendo interferência desde que não atrapalhe o que primeiro estabeleceu o direito de surfá-la (ou seja, não poderá cortar a trajetória do primeiro surfista para ganhar o lado oposto da onda ou atrapalhá-lo).

III) MÚLTIPLOS PICOS AO ACASO (beach break)
Nestas condições, a posse poderá variar de acordo com a natureza individual de cada onda.
1 - Com um pico, o surfista poderá ir em qualquer direção, conforme definido anteriormente.
2 - Com dois picos, existirão casos em que uma ondulação terá dois picos separados - definidos - que se encontrem eventualmente. Embora dois surfistas tenham a posse de seus respectivos picos aquele que ficar em pé primeiro, será considerado como tendo a posse e o segundo deverá dar passagem, saindo da onda ou não, desde que ele não atrapalhe o surfista que subiu primeiro em sua prancha.
3 - Se dois surfistas ficarem em pé ao mesmo tempo em picos separados que se encontrarem eventualmente, então:
- se ambos derem passagem, indo reto ou saindo da onda, de forma que um não atrapalhe o outro, não haverá qualquer tipo de interferência.
- se cruzarem, colidirem ou atrapalharem-se mutuamente, os juízes darão a interferência ao surfista que tiver sido o agressor.
- se nenhum der passagem, aliviando a trajetória ou saindo da onda e ambos assumirem a responsabilidade da colisão, será marcada uma interferência dupla.

O cruzamento de trajetória não é permitido em hipótese alguma e se levantarem ao mesmo tempo será dada uma interferência dupla; se um levantar primeiro, será então marcada a interferência do outro. Se levantarem ao mesmo tempo e houver colisão, a interferência será do agressor, neste caso poderá haver a possibilidade de DUPLA INTERFERÊNCIA.
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8. Direito de passagem em baterias homem x homem:
A - Em baterias de dois competidores, o sistema de placa de prioridade irá determinar a posse da onda. O surfista com a primeira prioridade tem direito incondicional de passagem para ambos os lados da onda que escolher. O segundo surfista poderá eventualmente pegar a mesma onda daquele que tenha a prioridade, desde que haja uma distância entre ambos e que o surfista que não detém a primeira prioridade não prejudique o potencial de pontos da onda do atleta que detém a primeira prioridade. Esta onda contará como ZERO para aquele que não tinha a primeira prioridade.
B - Se um surfista que não tem a primeira prioridade vier surfando uma onda e o atleta que detém a primeira prioridade remar e entrar nesta mesma onda, para o mesmo lado, então o surfista que vinha surfando antes, mas não tinha a prioridade adquirida, deverá sair imediatamente, caso contrário cometerá interferência. Os dois atletas não podem ficar em pé ao mesmo tempo em hipótese alguma.
C - Se um surfista que não tem a primeira prioridade vier surfando uma onda e o atleta que detém a primeira prioridade remar e não conseguir entrar na onda, perderá imediatamente a primeira prioridade.
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9. Critério de escolha de direito de passagem:
A definição do critério do Direito de Passagem será de responsabilidade do Head Judge da ABRASP.
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10. Regra de prioridade:
A - O Head Judge será a referência da prioridade, usando placas coloridas que correspondem às cores das camisetas usadas pelos surfistas da bateria, para a indicação da prioridade. Deverá ser colocada, sempre que possível, uma bóia no outside para que seja definida a prioridade. Os dois atletas entram em condições de igualdade na água, prevalecendo - até que a primeira onda seja surfada na bateria - o critério normal de interferência. A partir do momento em que a primeira onda é surfada, o surfista oponente passará a ter automaticamente a primeira prioridade e só então é que a bóia será usada para definir as próximas prioridades.
B - A prioridade da onda é indicada pelo Juiz de Prioridade ou pelo Head Judge, levantando a placa que corresponde à cor da camiseta de competição do surfista. Se nenhum dos dois tiver a prioridade da onda, não será mostrada nenhuma placa e a regra de interferência é que determinará a posse da onda.
C - A interferência de prioridade poderá ser acionada unicamente pelo Juiz de Prioridade ou pelo Head Judge, apenas se a maioria (3 dos 5) juízes atuantes na bateria não virem o incidente. A penalidade será igual à de uma interferência normal.
D - Em todos os casos que houver problemas com o sistema visual de prioridade, o Head Judge terá a responsabilidade pela interpretação de cada caso.
E - Um surfista não pode perder a segunda prioridade remando. Se o surfista conseguir pegar uma onda e suas mãos deixarem as bordas da prancha à medida que tentar ficar de pé, aí então perderá a segunda prioridade.
F - Se um surfista com prioridade estiver posicionado mais no fundo que seu oponente (outside), remar para uma onda e perdê-la, o surfista que estiver mais no raso (inside) poderá então remar para a mesma onda.
G - Se o surfista que estiver no raso (inside) possuir a segunda prioridade e seu oponente remar para a onda e perdê-la, o surfista do inside assume automaticamente a primeira prioridade. Se este também não conseguir pegar a onda, ele também terá perdido a prioridade. Vale dizer que ambos os surfistas terão perdido a prioridade, embora apenas uma onda tenha passado e não haja tempo suficiente para mudança de placa de prioridade.
H - Quando não houver prioridade, a regra de interferência determinará a posse da onda. Ambos os surfistas deverão surfar em direções opostas, desde que um não interfira no outro.
I - Iniciada a bateria, a bóia deverá ser usada até o seu final, a não ser que correntes ou ondas a arrastem para uma situação impraticável. Neste caso, o juiz de prioridade apontará a prioridade baseado em quem atingir primeiro a linha do outside.
J - Se os dois surfistas atingirem ao mesmo tempo a linha do outside, a prioridade será do atleta que não a tinha anteriormente.
K - Em momento algum a regra de prioridade poderá ser suspensa da competição homem a homem.
L - No caso em que as condições de visibilidade e do mar não permitirem ao juiz de prioridade definir a disputa entre dois surfistas pela bóia, a bateria ficará sem prioridade até que a próxima onda seja surfada.
M - No caso em que o head judge e os juizes da prova entenderem que o surfista que tem a primeira prioridade colocou o bico da prancha na onda ou fez qualquer menção de pegar uma determinada onda apenas com a intenção de evitar que o seu oponente surfe esta onda, perderá imediatamente a prioridade.
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11. Snaking:
A - O surfista que estiver com a posse da onda já estabelecida, terá o direito de surfá-la durante sua extensão, mesmo que um outro atleta vindo do "inside", suba atrás dele em qualquer situação. Os juizes não penalizarão o surfista que estiver com a posse, mesmo que ele esteja na frente do outro competidor.
B - Se um surfista não estiver atrapalhando o surfista que detém a posse, então os juizes poderão optar por não penalizar nenhum deles, marcando os pontos para ambos na mesma onda, dependendo do critério adotado.
C - Se, na opinião dos juizes, o segundo surfista tiver interferido no que tinha a posse da onda, fazendo com que o mesmo saia da onda, então a interferência será dada ao segundo surfista, embora o mesmo esteja mais próximo do pico.
D - As situações acima são aplicadas em baterias de até 4 atletas sem prioridade. Nas baterias de 2 surfistas com prioridade, continua: um surfista, uma onda, sem exceções.
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12. Interferência de remada:
A - Em baterias de mais de 2 surfistas ou quando não houver prioridade em baterias homem x homem, o surfista que estiver na parte interna da onda não poderá ser excessivamente pressionado por outro surfista. A interferência de remada ocorre se:
B - O surfista ofensor fizer contato ou forçar ao que está na parte interna da onda a mudar sua direção na remada para pegar a onda, causando a possibilidade de perda de sua trajetória.
C - O surfista ofensor quebrar uma seção de onda, atrapalhando no potencial de pontos daquele que tem direito de passagem.
D - O surfista, ao se dirigir para a linha de arrebentação, ficar no caminho de um adversário e uma colisão acontecer, a decisão será dos juizes, avaliando se a colisão foi proposital ou não.
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13. Penalidade de interferência
:
A - Se a maioria dos juizes anotar a interferência, então esta onda será computada na soma final como um zero. Além disso, serão somadas apenas as suas 3 melhore notas, dependendo do caso. Se o surfista não tiver 3 notas, corta-se a sua pior nota, somando-se apenas a sua melhor nota. Caso ele tenha somente uma onda, então não terá nenhuma onda somada. Será utilizado um triângulo sobre a onda na qual o surfista cometeu interferência. Em caso de interferência de remada, o triângulo deverá ficar entre os dois quadros, entre a nota dada à última onda surfada e a seguinte. Deverá haver uma seta indicando em quem e em que onda o surfista cometeu a interferência.
B - O Head Judge poderá ser incluído para determinar uma interferência. Nesse caso, mesmo que apenas 2 juizes marquem a infração, ela será considerada.
C - O surfista que sofrer a interferência terá a permissão de surfar mais uma onda, além das 10 (ou 12), dentro do tempo normal da bateria. A exceção é um caso de interferência dupla, onde nenhum dos dois recebe a onda adicional. Uma onda extra também será dada ao surfista que for interferido por fotógrafos, seguranças ou por um banhista qualquer.
D - Será permitida a presença de um "caddie" (ajudante) com uma prancha extra, mas este ajudante não poderá surfar nenhuma onda ou atrapalhar um outro competidor, ou receberá uma interferência para o atleta que ele estiver ajudando.
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14. Julgamento:
"O surfista deve executar manobras radicais e controladas nas partes mais críticas da onda com estilo, força e velocidade para aumentar o potencial de pontuação. Deverá ser levado em conta o surf inovador e progressivo na hora de pontuar a performance apresentada. Aquele surfista que seguir este critério com o maior grau de dificuldade e controle nas melhores ondas receberá as melhores notas".
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15. Pessoal sugerido para os eventos:
COORDENADOR DE PROVA
Para a criação e controle da prova conforme decidido pelos patrocinadores do evento; para a preparação da forma e esquema do evento e para assegurar que todos estejam contribuindo para o mesmo, procedendo às tarefas designadas. Reporta-se diretamente aos patrocinadores da prova e vincula-se ao Diretor Executivo da ABRASP.

DIRETOR DE PROVA
Para assegurar o aspecto de surf dos eventos processados em planejamento, de acordo com as regras e no sentido em que o pessoal não esteja procedendo a quaisquer erros. Reporta-se ao Coordenador da Prova e trabalha em conjunto com o Representante da ABRASP.

TOUR MANAGER
Para supervisionar todos os eventos do ASP South America/ABRASP Tour, assegurando todos os aspectos técnicos incluídos no Livro de Regras, inscrição, pré-classificação, formação de baterias, pontuação no ranking, tratamento dado ao staff e aos atletas, bem como efetuar toda a parte contábil e de encargos constantes nos Contratos de Compromisso. Reporta-se diretamente ao Coordenador de Prova e ao Diretor de Prova. Mantém estreito contato com a Assessoria de Imprensa.

RELAÇÕES PÚBLICAS/ASSESSORIA DE IMPRENSA
Para uso das informações recolhidas no local, juntamente com as informações providenciadas pelo Tour Manager da ASP South America/ABRASP para criar, tanto quanto possível, matérias de interesse geral para a mídia. Para seguir como elemento de ligação entre a Diretoria do Evento e suas decisões e a mídia presente. Para coletar material para o boletim mensal da ABRASP e para orientar a imprensa sobre os diversos aspectos da competição.

LOCUTOR CHEFE
Sua tarefa é levar as informações do evento aos espectadores em forma de entretenimento e instrução, recebendo do locutor assistente informações sobre o surf, biografia e marcação computadorizada de pontos. Reporta-se ao Coordenador de Prova e ao Diretor de Prova, trabalhando com o Representante do Tour ABRASP para informações sobre o campeonato.

HEAD JUDGE
Para reunir uma equipe de juizes locais de qualificação e para treinamento destes juizes e para operação no terminal de computação do juiz chefe da ASP South America/ABRASP, não podendo sobrepor-se à decisão do corpo de jurados com referência à interferência e prioridade, salvo se a maioria dos juizes não tiver visto o incidente. Reporta-se ao Diretor de Provas e trabalha em colaboração com os juizes oficiais da ABRASP e o Diretor Técnico.

SPOTTER
Para auxiliar o quadro de juizes e o juiz chefe na chamada de ondas. Reporta-se ao Head Judge.

CORPO DE JUÍZES OFICIAIS
Os juizes da ABRASP, coordenados pelo Head Judge oficial que estabelece as interpretações tanto das regras de interferência quanto dos critérios de julgamento. Proporciona uma uniformidade na tomada de decisões de evento a evento e no caso de controvérsias quanto às regras. O Head Judge oficial e um outro juiz nomeado podem atuar como referência no evento. Os juizes oficiais reportam-se ao Head Judge e ao Diretor Técnico da ABRASP.

CORPO DE JUIZES LOCAIS
Selecionado pelo Head Judge como os melhores talentos locais para inclusão no corpo de juizes oficiais. Reporta-se ao Head Judge e ao Diretor Técnico da ABRASP e recebe assistência dos juizes oficiais.

OFICIAL DE PRAIA
Assegura que todos os competidores sejam notificados quanto às suas baterias, tenham suas cores de camisetas confirmadas e sejam informados sobre as regras da prova. Uma forma simples de assegurar que os surfistas sejam orientados com todas as regras é proporcionar ao oficial de praia um cartão detalhando as informações a seguir, que o mesmo, então, utilizará em suas orientações: tempo de bateria, número de ondas para a marcação de pontos, número máximo de ondas, descrição das cores das bandeiras e toques de sirene. Mostrar os diagramas de interferência, quando se deve remar ao outside e onde aguardar para o início de bateria. Reporta-se ao Diretor de Prova e recebe instruções quanto aos critérios e normas de arbitragem do Diretor Técnico da ABRASP ou do Tour Manager da ASP South America/ABRASP.

CRONOMETRISTA
Para a operação do cronômetro, de acordo com o esquema de tempo estabelecido pelo Head Judge. Reporta-se ao Diretor de Prova.

OPERADOR DE BANDEIRA
Opera as bandeiras ou placas de tempo em coordenação com o cronometrista. Reporta-se ao Diretor de Prova.

EQUIPE DE PRAIA
Para ajudar e preparar o local do evento e para colocação diária da bóia de prioridade e das bóias promocionais do evento. Reporta-se ao Diretor de Provas para ajustes e ao Coordenador de Prova para os aspectos promocionais.

SEGURANÇA
Para manter a área de competição e as áreas oficiais livres da entrada de pessoas não autorizadas e espectadores e para manter seguro o local. Reporta-se ao Diretor de Prova.

SISTEMA DE COMPUTAÇÃO
Trabalha com os terminais para digitação das notas que entram diretamente no sistema, possibilitando a divulgação das notas e médias dos surfistas após cada onda surfada; serviço de mala direta dos atletas e outros serviços prestados pelo sistema de computação da ABRASP.
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16. Equipamentos e serviços sugeridos para os eventos:
Relação de equipamentos que não são fornecidos pela ASP South America/ABRASP e são necessários para processar-se um evento bem sucedido:

1. Palanque. Necessita de passagem atrás dos juizes para o head judge. Deverá ter 5 divisões para os juizes, head judge e locução.
2. Arquibancada para uso dos espectadores.
3. Gerador, como sistema de força de apoio - sistema de som para anunciar aos competidores e ao público.
4. Telefones.
5. Mesas.
6. Cadeiras.
7. Quadro de pontos de andamento. Para ilustração gráfica do andamento da prova e para a colocação dos resultados vigentes.
8. Barracas e guarda-sóis. Para uso dos juizes, atletas, convidados e outros oficiais, podendo ser usados na área dos competidores.
9. Banheiros portáteis.
10. Conjunto para primeiros-socorros.
11. Placas de tempo (verde e amarela). Tamanho mínimo de 1m².
12. Placas de prioridade. Tamanho mínimo de 1m²
13. Coletes de competição. Mínimo de 4 conjuntos de 4 cores (preto, amarelo, branco e vermelho), feitas de tecido elástico (lycra) e com manga curta.
14. Cronômetro eletrônico / Bateria de automóvel para o "timer".
15. Buzina a ar ou outro sistema de alarme.
16. Pranchetas.
17. Canetas e lápis diversos.
18. Energia elétrica ininterrupta para o computador da ABRASP.
19. Fotocopiadora.

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