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Adriana Dalman e Marco Craveiro Lima, casal unido pelo amor à adrenalina
"Tiozinho, eu?" Pergunta o 'senhor' de 68 anos, enquanto a repórter tenta recobrar o fôlego
Thaís Rensi, da equipe Ecoriders, acelera
 
 

Corrida de aventura vira febre no Brasil; eventos como o Caloi Adventure Camp quebram recorde de participantes

EMBORA tenha surgido no início da década de 1980 na Nova Zelândia e tenha se adaptado perfeitamente ao Brasil somente há seis anos, a chamada corrida de aventura — esporte que combina adrenalina e natureza — já pode ser considerado febre. Nos dias 19 e 20 de fevereiro, uma prova desta modalidade aconteceu na charmosa São Luís do Paraitinga (SP): o Caloi Adventure Camp.

O evento, patrocinado pela Volkswagen, está entre os quatro mais conhecidos do país, junto com o Ecomotion, EMA e Ecochallenge. Este ano, 117 equipes participaram da prova — um recorde de participantes em corrida de aventura na América Latina. Todos os grupos precisaram de muito fôlego para cumprir os 57 quilômetros do percurso, dividido em 24 km de bike, 14 km de trekking, 14 km de canoagem e um rapel. Requeria-se pelo menos um participante do sexo oposto para cada equipe, além de desembolsar 140 reais para inscrição.

O pagamento dá direito a belas paisagens, muito suor e doses extras de cansaço feliz. Sofia Souza Dias Jerival Costa, 12 anos, participava de sua quarta corrida. Integrante da categoria Teen, começou a correr no ano passado. A garota sempre gostou de praticar esportes no colégio, como vôlei, handebol e tênis, porém nunca teve uma preparação física específica para este tipo de prova. Ainda não tem, aliás.

Mesmo assim, venceu a etapa de Florianópolis da prova de 2004, competindo com meninos de até 16 anos — e agora desfila com uma bicicleta novinha, o prêmio. A paixão afetou a família. A irmã de Sofia também começou a correr e a mãe optou por trabalhar na organização da prova para acompanhar as filhas. “Desde a primeira vez, percebi o quanto é difícil, chego destruída. Mas quero este esporte para o resto da minha vida.”

     
 

Leia mais sobre a moda das corridas de aventura no Brasil na edição impressa da Revista V número 11