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STICKERGIRL

Fernanda Talavera, 25, paulistana, tem chamado atenção por seu trabalho com stickers (adesivos), como se pode ver em seu flog, www.fotolog.net/fefe_talavera — e, claro, espalhados por toda São Paulo. Estilo? “Sou ‘latina de sangre y de alma’. Com onze anos, fui morar no México — e é lógico que os murais de Rivera influenciaram no meu trabalho: sempre gostei de fazer trabalhos grandes e coloridos”, diz. Já passou pelo graffiti: “Fiz exposições sobre cultura de rua em Buenos Aires e Rosario. Mas não me dei bem com o spray e voltei ao sticker.” Não é modinha? “Acho que se o sticker continuar crescendo, pode mudar o conceito da arte urbana. Por enquanto, acredito que está na moda e todo mundo quer fazer sticker pra colar na rua e dizer que é grafiteiro. Isso não tá com nada.”

NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Helena de Barros, a Helenbar, nasceu prematura de 6 meses num dia 14 de agosto, no Rio de Janeiro. Hoje, aos 32, pesa 58 quilos e tem 1,74 metro. O auto-retrato é sua matéria-prima: “Certamente há aí algo de narcisista e obsessivo, uma vez que tudo é reconstruído e retocado digitalmente em detalhes”, descreve. Para Helen, suas imagens, muitas acessíveis no flog www.fotolog.net/helenbar, são um presente: ver-se “jovem, perfeita, num ambiente de fantasia, congelada no tempo...

Qualquer semelhança com o retrato de Dorian Gray não será coincidência”. Casada há seis anos, diz-se obsessiva e exigente. Curte fazer as próprias roupas, descobrir tecidos e adora roupas de época. Ela se inspira nas obras de Pierre et Gilles, Joel Peter Witkin, Gilbert & George. Fã do Photoshop 7, trabalha num Macintosh G4, usa uma tablet Wacom 4X6 e uma câmera digital da Canon. Hoje, concentra-se em terminar sua releitura da Alice, de Lewis Carroll, publicá-la em livro e transformá-la em exposição.

     
 

Saiba mais sobre Fefe, Helembar e seus trabalhos ousados na edição impressa da Revista V número 11.