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A primeira-dama do cangaço em busca da delicadeza perdida - retrato raro de 1936
Maria Bonita pronta para a guerra
Uma cangaceira ainda não identificada pelo projeto Memorial do Cangaço
 
 

Exclusivo: V revela imagens nunca antes vistas do bando de Virgolino Ferreira da Silva, o lendário Lampião

VALE A FOTO. Um dos capítulos mais importantes e mais populares da história do Brasil teve recuperadas e restauradas as matrizes das suas imagens originais, por muito tempo esquecidas e sob o risco de virar pó. A V publica em primeiríssima mão fotos ainda inéditas, quase 70 anos depois, de Lampião e o seu bando, cangaceiros que assombraram o Nordeste nos anos 1920 e 1930. Além das fotografias nunca dantes publicadas, o projeto Memorial do Cangaço, sediado no Ceará e responsável pelo resgate, apresenta aqui outras imagens raras e fundamentais do mesmo ciclo. “Esse trabalho é um marco histórico na preservação da memória do meu avô”, declara Vera Ferreira, 50 anos, neta de Lampião e Maria Bonita, que vive em Aracaju, Sergipe, com a mãe, Expedita, 72.

O RETRATISTA E O CANGACEIRO

Desconfiado até da própria sombra, Lampião achou que da máquina fotográfica conduzida pelo mascate e fotógrafo amador libanês Benjamin Abrahão (comprimentando o Capitão Vírgolino, sob o olhar cabreiro de Maria Bonita, na foto grande) pudesse sair uma bala traiçoeira, nunca um retrato do cangaceiro enquanto vaidoso rei do sertão. O diabo é quem ia posar assim sem mais nem menos para aquele estrangeiro manhoso, todo cheio de nove-horas e convencimentos, que poderia estar ali por obra e graça do demo ou encomenda da polícia.  

     
 

Leia o texto de Xico Sá na íntegra e veja as fotos exclusivas de Benjamin Abrahão na edição impressa da Revista V número 11.