A kitesurfer Izabela Valezin testa o CrossFox em sua querida Ilhabela e aproveita o passeio para avisar: volta com tudo às competições em 2005
É UM ESPORTE que depende da natureza para transformar esforço físico em espetáculo de movimentos: não pode ser praticado a qualquer tempo, em qualquer lugar. Pelo menos quando o que se busca é, simplesmente... a perfeição. E é em nome da perfeição que a jovem Izabela Valezin reclama logo no início da sessão de fotos: “O vento não está entrando! Daqui, não consigo decolar!”.
“Aqui” é a praia do Perequê, um dos points preferidos da mais conhecida kitesurfista da Ilhabela. Praia de mar tranqüilo e águas claras, se abrindo ao canal que separa ilha e continente, é um paraíso de navegadores de todas as velas - o canal costuma ter vento forte e abundante, principalmente no inverno. Mas, naquela manhã quente de fevereiro, as rajadas passam lá longe... a meio caminho entre Ilhabela e São Sebastião.
E Izabela quer cumprir o prometido: algumas manobras no ângulo do CrossFox estacionado em uma rampa à beira-mar. O jeito foi decolar devagar, buscar embalo
adiante e retornar em um grande círculo até o mais próximo possível do carro. Manobra mesmo, saltos espetaculares, só em outro dia.
Atrás de vento, Iza ruma para o Pequeá, onde outros velejadores se esforçam para inflar seus kites - e, de novo, o vento passa longe. Izabela tenta novas decolagens. Até que desencana da exibição: prefere assumir o volante do CrossFox e dar um passeio pela ilha, mostrando o lugar que conhece tão bem.