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Jutta Kleinschmidt foi a primeira mulher a vencer um Paris—Dakar
 
 
 
 

Depois de ter sido a primeira mulher a vencer um Paris—Dakar, a alemã Jutta Kleinschmidt, 42, chega em 2005 em terceiro lugar com um Touareg. Ela quer mais: seu objetivo é ser campeã mundial de rali

Jutta estava na correria. A frase, em se tratando da primeira pilota a vencer um Paris—Dakar, tem tudo de clichê. Mas é a pura verdade: terceira colocada no Dakar de 2005, pilotando um Touareg, Jutta agilizava entrevistas e projetos em altíssima velocidade. Mas sempre com bom humor, minutos antes de embarcar para um workshop sobre ralis no Marrocos, Jutta atendeu a V para uma rápida conversa: “Depois de tanto tempo no deserto, tudo o que quero é ter uns dias de banhos relaxantes, uma cama confortável e atividades longe da poeira”, ela brinca.

Terceiro lugar em 1999, campeã em 2001 e segundo lugar em 2002, este é seu quarto pódio no Dakar. Mas é seu primeiro triunfo a bordo de um Volkswagen — e também a primeira vez que um carro movido a diesel chega entre os três primeiros primeiros colocados. Jutta ficou “absolutamente feliz” com seu resultado: “o Dakar 2005 foi uma edição especialmente dura”, conta, em seu alegre tom de voz — não à toa, seu apelido é Sunshine, o que combina com seus revoltos cabelos louros.

Jutta nasceu há 42 anos em Colônia, Alemanha. Logo a seguir sua família se mudou para Berchtesgaden, na Bavária, onde começa seu amor pelo ski (“não conheço nenhum bávaro que não esquie...”). Entra na faculdade para estudar... engenharia: gradua-se com a monografia Design e realização de uma cama climática para um veículo com ar condicionado, “consegue imaginar o que é isso?”, ri.

     
 

Conheça mais da vida da piloto Jutta Kleinschmidt na edição impressa da Revista V número 11.