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Consagrado na TV, Dan Stulbach agora brilha nos palcos e nas telas. Mas não quer se enrolar nas teias da indústria de celebridades. Para manter contato com a “vida normal”, o bom moço cultiva a simplicidade: romantismo, amizade — e orquídeas

CHEGOU EUFÓRICO, olho arregalado, arrastando o amigo pelo braço, só no cochicho: “Olha lá, não falei? É ele mesmo!”. E dedurava: “O Tom Hanks!”. Minutos depois a dupla volta escoltada por uns 20 teenagers ensandecidos que saíam da escola. E colaram a fuça na vitrine da acanhada barbearia da Vila Madalena, em São Paulo, onde o ator Dan Stulbach posava para as fotos desta matéria: “Lindo”, “Gostoso”, “Me dá um autógrafo?”, “Me dá um tabefe?”, além de um infeliz “ Run, Forrest, run!”.

Em delírio, a galera não sabia se o personagem a encarar a câmera circunspecto era mesmo o astro gringo ou se era o famigerado Marcos, aquele que sentava a mão na Helena Ranaldi, aliás Raquel, na novela Mulheres Apaixonadas. Sabiam que era “alguém da mídia”. No tempo em que as celebridades parecem a razão de existir do mundo, trombar na rua com um figurão desses vale qualquer mico. Dan Stulbach sabe — nem se irrita com o assédio, nem com a semelhança física com o ator de Forrest Gump.

Nas pausas para a troca de filme, acena, capricha nos autógrafos e volta ao trabalho. Centrado. Profissional, sabe: bem ou mal, faz parte do showbiz. A concentração é característica marcante na personalidade deste libriano de 34 anos. Graças a ela e à mania de observar gente o tempo todo é que tem sido capaz de incorporar personagens tão complexos quanto o homossexual Ross Gardiner, de Visitando Sr. Green (peça em que divide o palco com Paulo Autran) e o atrapalhado Rodrigo da comédia romântica Mais uma vez amor, de Rosane Svartman. Ainda este ano, Dan volta à telona na pele de Val, arquiteto polonês que tenta a vida nos Estados Unidos, Living in the dream, do diretor canadense Christian Schoyen. O filme estréia no próximo Festival de Sundance com um elenco multinacional que inclui Marília Pêra.

     
 

Quer saber quais são as grandes paixões de Dan além de interpretar? Leia a reportagem completa na edição impressa da Revista V número 12.