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Há vinte anos o chileno Roberto Edwards se ocupa em desnudar corpos e mostrá-los — nus artísticos, literalmente. Ele é o idealizador da exposição Corpos pintados, vista por mais de 1,5 milhão de pessoas no mundo

EM CARTAZ desde o início de maio, a exposição multimídia Corpos pintados vem dando o que falar. É sempre assim, por todos os lugares onde passa: criada em 1981 pelo chinelo Roberto Edwards, já foi montada em 35 museus do mundo inteiro. Agora pousando na Oca (Parque do Ibirapuera, São Paulo), reúne trabalhos de mais de 150 artistas latino-americanos e europeus, entre fotógrafos, EM CARTAZ desde o início de maio, a exposição multimídia Corpos pintados vem dando o que falar. É sempre assim, por todos os lugares onde passa: criada em 1981 pelo chinelo Roberto Edwards, já foi montada em 35 museus do mundo inteiro. Agora pousando na Oca (Parque do Ibirapuera, São Paulo), reúne trabalhos de mais de 150 artistas latino-americanos e europeus, entre fotógrafos, pintores, músicos e escritores — os brasileiros convidados são nomes de peso, como Wesley Duke Lee e Paulo Pasta.

A mostra explora a diversidade humana através de pinturas aplicadas direto sobre corpos nus. Uma verdadeira orgia: 221 imagens em tamanho natural, um show multimídia com 1 500 trabalhos e uma seleção de documentários sobre tribos africanas e americanas adeptas de transformações corporais — cirurgias plásticas, tatuagens e até mudança de sexo.

O chileno Edwards, 57, é fotógrafo e empresário — dirige há 30 anos a Paula, mais conhecida publicação feminina chilena, e é dono de uma das maiores editoras do país, a Lord Cochrane. Na Oficina Experimental, de seu ateliê em Santiago, verdadeiro centro de documentação do corpo humano, conversou com a Vsobre exibicionismo, sexo, arte e sua profissão de fé: “Todo corpo humano é belo; para dignificá-lo, é preciso mostrá-lo”.

V Como idealizou esta exposição?
Roberto Edwards Nasceu como uma diversão. Primeiro me inspirou o ensaio fotográfico de Leni Riefenstahl sobre o povo nuba, do norte da África. Leni conta que a razão da pintura corporal nuba não se deve a um conceito religioso, ancestral, ou geográfico: simplesmente se pintavam para exteriorizar seu estado de ânimo naquele dia. Outro trabalho que me impactou muito foi o de Vera Lehndorff, a modelo Veruschka.

Mais do que apenas uma mulher bonita, foi uma artista, fez se pintar sobre seu corpo, fotografando-se em diversos cenários, ou em outras ocasiões se mimetizando com determinado fundo, uma porta, uma janela… Tanta curiosidade me provocaram estas mulheres, que me empenhei em conhecer as duas. Sou um grande admirador das mulheres — com certeza elas influíram em minha trajetória como fotógrafo.

     
 

Saiba mais sobre esse artista que usa o corpo humano como tela para suas obras artísticas, na edição impressa da Revista V número 12.