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Volkswagen do Brasil chega aos 55 anos como a maior montadora do País

A Volkswagen acaba de completar 55 anos no Brasil como a maior montadora no mercado nacional. Do Fusca ao Fox, a marca trilhou uma história de tradição e sucesso no País, que recebeu a primeira fábrica fora da Alemanha. Durante mais de meio século, acumulou recordes como mais de 17 milhões de veículos montados (entre carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus). No mercado interno, vendeu quase 15 milhões de veículos e exportou 2,3 milhões de unidades para mais de 50 países em todos o mundo. Em 2008, apresentará uma nova família de automóveis brasileiros. Atualmente, sua linha de produtos é a maior do mercado com 17 modelos nacionais e importados.

Esta renovação da linha, iniciada em 2002 com a chegada do Polo, teve seu ponto máximo em 2003, com o lançamento do modelo Fox. Brasileiro de “nascimento”, renovou a forma de criar e produzir carros. Um conceito inovador, desenvolvido ao redor do passageiro.

Com o aquecimento da demanda por vendas no mercado nacional em 2007, a Volkswagen já anunciou novas contratações e ampliação da capacidade produtiva, aumentando os turnos de trabalho em suas fábrica. Além disso, anunciou um investimento de R$ 123 milhões para ampliação da fábrica de motores, em São Carlos (SP). Até setembro deste ano, a capacidade produtiva passará de 1.800 para 2.700 motores por dia.

Com mais de 21 mil empregados, é a única fabricante de veículos que possui cinco fábricas em todo Brasil, sendo uma exclusiva para a produção de motores. Também está inserida em todos os segmentos do mercado, incluindo a operação de caminhões e ônibus. Segundo a publicação “Melhores e Maiores”, elaborado pela revista Exame, é a 5ª maior empresa do País e a 6ª que mais paga impostos.

Do Fusca ao Fox

A história da Volkswagen no Brasil começou em 23 de março de 1953, em um pequeno armazém alugado na Rua do Manifesto, no tradicional bairro do Ipiranga, em São Paulo. Nascia ali, a Volkswagen do Brasil Ltda. De lá, saíram os primeiros Fuscas (na época ainda chamados de Volkswagen Sedan), montados com peças importadas da Alemanha e com uma força de trabalho formada por apenas 12 empregados. De 1953 a 1957, foram montados nesse galpão 2.820 veículos (2.268 Volkswagen Sedan 1.200cc e 552 Kombi).

Em junho de 1956, o governo brasileiro proporcionou condições favoráveis para a instalação da indústria automobilística no País, fixando as bases estruturais para o rápido desenvolvimento do setor. Imediatamente, a Volkswagen decidiu construir sua primeira fábrica em São Bernardo do Campo.

No ano seguinte, em 2 de setembro, saía da linha de montagem o primeiro modelo da marca fabricado inteiramente em território nacional: a Kombi, com 50% de suas peças e componentes produzidos no País. O primeiro Fusca (Sedan) montado aqui foi lançado em 3 de janeiro de 1959. Nesse mesmo ano, foram vendidas 8.406 unidades do modelo que, rapidamente, se tornaria um estrondoso sucesso de mercado, em uma época dominada pelos automóveis importados de grande porte. Até 1986, o Brasil produziu 3,1 milhões de unidades do lendário Fusca.

Em 18 de novembro de 1959, a Volkswagen inaugurou oficialmente a fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, por onde circulou - a bordo de um Fusca conversível - o então Presidente da República, Juscelino Kubistcheck. Ele estava acompanhado pelo Governador de São Paulo, Carvalho Pinto, e os presidentes da Volkswagen da Alemanha, Heinrich Nordhoff, e do Brasil, Friedrich Schultz-Wenk. A imagem dos quatro dentro do Fusca conversível se tornou uma das fotos mais marcantes na história da montadora.

     
 


A empresa logo iniciou um profundo trabalho de desenvolvimento de fornecedores no País e, no final de 1961, o índice de nacionalização - tanto do Fusca como da Kombi - já atingia 95%.

Em 1962, a Volkswagen incrementou a produção local com o modelo Karmann-Ghia, um carro esportivo idêntico ao original alemão. Foi sucesso de vendas até 1975, quando saiu do mercado com a soma de 41.634 unidades vendidas. Em 1969, foi a vez da primeira station wagon da marca, a Variant, remodelada em 1977. Logo depois chegou o modelo TL, que ficou no mercado de 1970 a 1975.

Em julho de 1970, após atingir os primeiros recordes de produção e vendas, a marca chegava ao primeiro milhão de veículos. Em março de 1972, o Fusca alcançava o número histórico de um milhão de unidades vendidas. Em 1973, foi lançada a Brasília, enorme sucesso pela praticidade e amplo espaço interno. O modelo vendeu um milhão de unidades até 1981, quando saiu de linha.

O aprimoramento na produção de veículos adequados às condições geográficas e econômicas brasileiras, que atendessem às novas exigências e desejos do consumidor, levou a empresa a lançar o Passat em junho de 1974. Produzido até 1988, o carro de porte médio, com motor de quatro cilindros refrigerado a água e tração dianteira, era completamente diferente de tudo que existia até então. Os modelos da época se caracterizavam pelo motor e tração traseiros e refrigeração a ar.

O carro foi sucesso absoluto no Brasil e no exterior – principalmente no Iraque, para onde foram exportadas 170 mil unidades. Em 1975, a montadora completava 3 milhões de carros produzidos no Brasil e colocava no mercado o SP-1, sucesso junto ao público jovem devido ao desing esportivo e arrojado.

Para aliviar a produção da fábrica Anchieta, em 1976 a Volkswagen inaugurou a unidade de Taubaté, então responsável pelo fornecimento de peças estampadas, injetadas e de tapeçaria.

Gol supera recordes do Fusca

Em 1980, a Volkswagen iniciou a produção da chamada Família BX, composta pelo modelo hatch Gol, sedan Voyage, station wagon Parati e picape Saveiro. O Gol foi criado para cumprir uma missão quase impossível: substituir o “lendário” Fusca. Apesar de suas inúmeras qualidades, poucos acreditavam que ele pudesse se tornar o sucessor da antiga paixão nacional na preferência do consumidor brasileiro.

O Gol não só conseguiu, como acabou superando o Fusca. Hoje em sua quarta geração, continua batendo todos os recordes da história automotiva nacional: é o carro mais vendido no País pelo 21º ano consecutivo e é o best-seller da marca, superando 5 milhões de unidades produzidas.

Autolatina

O ano de 1987 foi marcado por uma forte queda do mercado automotivo. Visando reduzir os custos e melhor aproveitar os recursos disponíveis, a Volkswagen e a Ford uniram-se e criaram a Autolatina Brasil. Em sete anos, a Autolatina colocou no mercado vários carros híbridos, como Apolo, Quantum e Santana (lançado em 1984), da Volkswagen, e seus “gêmeos” Verona, Royale e Versailles, da Ford.

Em 1988, foi lançado o Gol GTI, primeiro carro nacional com injeção eletrônica de combustível e ignição digital com mapeamento eletrônico. Em 1993, a marca Volkswagen comemorava 10 milhões de veículos fabricados no País e relançava o Fusca, aproveitando vantagens fiscais oferecidas pelo governo federal (gestão Itamar Franco) para a produção de carros populares.
Com a abertura da economia brasileira, em 1994, e aquecimento das vendas internas, a indústria vivia um novo cenário. As duas marcas precisariam competir em todos os segmentos e, portanto, deveriam oferecer um portfólio de produtos individualizados e implantar estratégias comerciais independentes. Era o fim da Autolatina.

Dois anos após a separação, a Volkswagen investiu cerca de R$ 500 milhões na inauguração de duas fábricas no Brasil. Em 1996, a fábrica de motores em São Carlos (SP), abria as portas para, apenas alguns meses depois, ser ampliada e produzir novos motores para os modelos Golf e Audi A3. Em novembro do mesmo ano (1996), a fábrica de caminhões e ônibus, em Resende, estado do Rio de Janeiro, iniciava suas operações.

Em janeiro de 1999, com investimentos de R$ 1,2 bilhão, a empresa inaugurou a fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, onde uniu a produção do Golf e o Audi A3. Em outubro de 2006, o Audi A3 deixou de ser produzido no Brasil.

Novos recordes

Após inaugurar duas novas fábricas em um mesmo ano (1996), fato inédito na indústria automobilística brasileira, a Volkswagen iniciou uma fase de renovação de seu portfólio de produtos, incluindo o lançamento de modelos importados. Entre as novidades, o New Beetle, o Bora, o Passat e o Passat Variant.

Em 2002, é inaugurada a Nova Anchieta, uma moderna linha de produção dentro da primeira planta da Volkswagen no País. Com investimentos de R$ 2 bilhões, a nova fábrica permitiu o lançamento do Polo, mais recente plataforma mundial da marca.
Em 2003, quando a Volkswagen comemorou seu cinquentenário no Brasil, inova mais uma vez ao lançar no mercado nacional o Gol Total Flex, primeiro veículo brasileiro a utilizar tecnologia bicombustível, que possibilita o uso de gasolina, álcool ou a mistura dos dois em qualquer proporção. Considerada uma das maiores inovações da década, os modelos flexíveis invadiram o mercado. Hoje, cinco anos após o lançamento, a indústria vendeu mais de 5 milhões de veículos bicombustíveis. Deste total, 1,5 milhão de unidades pertence à marca Volkswagen.

Também em 2003, o lançamento do modelo Fox, desenvolvido e produzido no Brasil, mudou a forma de desenvolver carros. Com um conceito inovador, o carro trouxe soluções práticas de porta-objetos no seu interior. Além disso, a suspenção mais alta possibilita uma posição de dirigir elevada, um diferencial herdado das minivans e SUV’s.

Atualmente, o segmento de carros e comerciais leves da Volkswagen responde por cerca de 23% do mercado. É a marca com o maior mix de produtos, prontos para atender às mais variadas necessidades dos clientes. São 17 modelos no total, entre nacionais e importados.

Nacionais:  Gol, Fox, CrossFox, Parati, Polo Hacth, Polo Sedan, Saveiro, Golf e Kombi.
Importados:  SpaceFox (Argentina), New Beetle, Jetta, Jetta Variant e Bora (México), Touareg, Passat, Passat Variant (Alemanha).

 

   
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